Fazendo novos amigos

Fazendo novos amigos

Quando começamos a estudar e nos planejar para esse nosso projeto, a primeira fonte de pesquisa que utilizamos foi a internet.  Achávamos, num primeiro instante, que as informações estariam na web mas que seriam esparsas e que precisaríamos de bastante tempo em buscas e pesquisas e, naturalmente, fazer adaptações para que elas servissem ao nosso propósito.

Ledo engano. Quando vimos o tamanho do mundo on the road  ficamos completamente impressionados. Toneladas e toneladas de informações sobre cada detalhe estavam lá disponíveis e prontinhas para serem absorvidas por nós.

Não poderíamos imaginar o quão grande é a quantidade de pessoas que resolveram passar parte de seu tempo vivendo na estrada e que, por conta disso, disponibilizaram uma série de informações úteis na internet. Além disso, o mercado de produtos e serviços destinados a esse estilo de vida é impressionantemente grande. Para cada detalhe ou cada item da viagem existe uma infinidade de opções e alternativas que podem resolver ou facilitar a solução de qualquer problema.

O desafio para nós então passou a ser o filtro dessas informações. Como absorver tudo isso e definir o que seria melhor para nós, que não tínhamos muitas noções nem experiência prévia em projetos similares.  Para a gente, tudo era novo e cada nova alternativa que se apresentava em nossas pesquisas parecia ser a melhor solução.

A nossa decisão, então, foi acessar as pessoas desse meio e fazer um intercâmbio, de forma mais próxima e pessoal, de nossos planos com as experiências práticas dos outros.  Começamos a procurar e contatar viajantes, fornecedores e seus clientes para escutar a opinião e as histórias deles e trocar idéias sobre nosso projeto. Nossos planos precisavam sair do campo das idéias e começar a tomar forma e nada melhor do que escutar quem é do ramo e aprender, com uma boa dose de humildade, o beabá das coisas.

E aí é que a mágica aconteceu!!!

Em todo esse processo, a troca de informações foi uma experiência fantástica. Ao mesmo tempo em que nos encantávamos com as experiências dos outros, os outros também se encantavam com nossos planos e nossas idéias e, em sua imensa maioria das vezes, a sintonia era tão grande que os contatos tornaram-se uma relação frequente, de troca genuína, de sentimentos e ações positivas e de ajuda incondicional.

Sentíamos que os outros queriam muito compartilhar as suas experiências, dividir suas percepções e estimular o nosso sonho sempre de forma muito sincera e honesta. Era uma relação interessante porque às vezes mesmo sem conhecer direito uns aos outros, criávamos uma relação de sintonia muito peculiar e o que começava com um simples contato virtual pelo telefone, email ou WhatsApp terminava em pouco tempo em relações que podemos chamar de novas amizades.

Sempre escutamos de outros viajantes que durante os seus projetos uma das coisas mais marcantes e surpreendentes era o contato humano e as novas amizades que se criavam a partir de contatos com desconhecidos. E que a imensa maioria do contingente humano é gentil, cortês e receptivo.  De alguma forma, essa percepção nos ocorreu antes mesmo de partirmos e, por conta disso, cremos que nossa jornada já se iniciou.

Pessoas como Plinio e Carol, Karina e Juliano, Dino e Mari, Vinicius e Katia entraram no nosso círculo de contatos de uma forma tão inesperada e agradável que hoje podemos afirmar que a experiência a que nos propusemos vivenciar já gerou bons frutos, criando novos laços de amizade com os quais estamos extremamente felizes.

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