A Jornada Começou

A Jornada Começou

O grande dia chegou finalmente. Na madrugada de 7 de julho de 2018 entramos no Roots para pegarmos a estrada e começarmos nossa expedição pelo mundo.

Nem parecia que depois de 9meses pensando, planejando e preparando tudo, chegara o momento da partida. Foram meses nos quais usamos praticamente cada minuto que tinhamos para trabalhar nesse projeto e, principalmente, o último que foi completamente insano com os preparativos finais do Roots, a entrega do apartamento, a organização das coisas que não vendemos e, obviamente, as despedidas de família e amigos.

Foram dias intensos mas graças a ajuda de vários amigos e também dos pais da Samira, que foram absolutamente fantásticos auxiliando na logística, conseguimos alcançar nossa meta e sair na data programada.

Às 3hs da madrugada daquele Sábado terminamos de carregar o Roots para as 5:10hs botarmos o pé na estrada, observando a recomendação de uma amiga que havia feito o mapa astral da viagem. Foram 250km até São Carlos, para encontrar dois outros casais (Ricardo/Camila e Roberto/Danielle com a pequena Rafaela) que fazem conosco a Chapada dos Veadeiros e o Jalapão.

Na saída para Monte Alegre de Goiás (550km), onde seria nosso primeiro pernoite, um problema mecânico no carro do Beto e da Dani fez com que passassemos o dia inteiro fazendo o reparo e acabamos por decidir dormir numa cidade próxima a São Carlos (Itirapi) para não chegarmos no primeiro ponto de parada à noite.

Esse contratempo foi para a gente, marinheiros de primeira viagem, uma experiência fantástica. Tivemos a oportunidade de aprender bastante coisa sobre mecânica da Defender vendo o Beto e o Ricardo consertando o carro e, ainda, de nos conhecermos melhor já que, até então, só havíamos nos falado pela internet e whats app.

À noite,  acampados num bar/restaurante/hostel totalmente psicodélico chamado Ubar, comemos umas pizzas e bebemos cervejas dando gargalhadas sobre as histórias do dia e de outras expedições que esses dois casais que, desde há muito, se aventuram de Defender pelo Brasil.

No dia seguinte, após um café da manhã coletivo dos 3 carros, partimos para Goiás fazendo paradas somente em postos de gasolina para abastecer e esticar as pernas.

A estrada para Goiás é cansativa de tanta reta e calor. Tirando o trecho de serra, cujo percurso é muito agradavel, a estrada é bem monótona. Uma reta só e com o calor intenso nos acompanhando por Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia e outras cidades até chegarmos em Goiás perto do nosso destino, quando o sol já se punha e começavamos a ver um céu esplendorosamente estrelado.

Finalmente, após 9horas de viagem, chegamos a Fazenda Di Solo, na divisa entre Campo Alegre de Goiás e Cristalina onde pernoitamos na companhia do Bruno, o primo da Camila.

Essa parada foi sensacional. Não só por conhecer o Bruno, uma personagem que mereceria um capítulo a parte de tanta simpatia carisma que tem, mas também por ter tido a oportunidade de conhecer a a mecânica de uma fazenda de produção intensiva.

Em uma noite de papo e boas risadas na companhia desse divertido agrônomo tivemos rápidas lições da complexidade do seu funcionamento e vimos o quanto trabalho os produtores rurais tem para gerenciar e o quanto se entregam e se sacrificam para fazer chegar em nossas mesas o alimento de todo o dia. Nem de longe temos noção do esforço que é feito para termos a facilidade de pegar a comida nas gôndolas do supermercado. Enfim, após esse bom papo, fomos dormir pois a estrada nos esperava no dia seguinte.

Pela manhã, após o café demos uma volta na fazenda e partirmos com destino a Alto Paraíso para conhecermos 9o Vale da Lua e à Vila de São Jorge, já na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, onde pernoitamos por duas noites.

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