A escolha do carro

A escolha do carro

Quando começamos a conversar sobre nossa viagem, um dos primeiros temas que surgiu foi, naturalmente, a escolha do carro.

Passamos por várias discussões sobre as alternativas que tínhamos e sobre os critérios que nos ajudariam a eleger o carro ideal.  Além do preço, tamanho, capacidade interna, resistência e robustez eram importantes.

Fizemos um rápido apanhado dos possíveis modelos, tais como Toyota Hylux, Mitsubishi Pajero, Ford Ranger e outros, mas em pouco tempo chegamos à conclusão de que o ideal era mesmo uma Land Rover Defender 110.  Além de ter a melhor pontuação considerando os critérios que havíamos elegido, ela é um icone na história automobilística e no mundo overlander.

Havíamos lido bastante na internet sobre outros viajantes e a grande maioria adotou o Land Rover Defender como veículo para suas experiências e estava muito satisfeito com a escolha. Além disso, a quantidade de referências sobre o quanto esse carro é capaz de aproximar pessoas em diversas regiões do mundo era enorme e, então, sentimos que estavamos na direção certa com nossa decisão.  A grande dúvida residia então sobre qual dos modelos da Defender escolher: o PUMA, mais confortável e avançado tecnologicamente, ou o TDI, de mecânica mais simples.

As vantagens e desvantagens de um modelo em comparação com o outro povoaram nossas mentes por muito tempo mas todas as referências indicavam o TDI, que embora fosse um modelo mais antigo e mais bruto tinha uma manutenção mais amigável e maior facilidade de encontrar peças de reposição.

O dia em que começamos a busca pelo nosso companheiro de viagem ainda está fresco em nossa memória.  Era um sábado, começo de Outubro, e estávamos na estrada voltando de Vinhedo conversando sobre o carro quando começamos a pesquisar no webmotors os veículos disponíveis no mercado.  Havíamos encontrado alguns no circuito Rio-São Paulo e começamos a ligar para os proprietários para agendar visitas.

A primeira foi uma edição especial Camel Trophy do ano 2005 que estava toda equipada e muito bem cuidada apesar dos 150mil km. Ela nos encantou e chegamos a fazer uma oferta mas como já havia sido prometida a um outro interessado de Curitiba, não tivemos sucesso.  Chegamos a visitar dois modelos PUMA para desencargo de consciência (um em Campinas e outro em Petrópolis) mas apesar de bonitas e mais confortáveis nos mantivemos fiel à decisão anterior.  Depois, visitamos um outro TDI em Ferraz de Vasconcellos, ano 2004, mas que não tinha ar-condicionado, tinha 180mil km e estava toda modificada (“tunada”), o que não nos agradou.  Fomos, ainda, ver um outro TDI, de cor verde em Sorocaba, ano 2004, e  que tinha 160mil Km. Estava em muito bom estado mas não encantou a Samira.

Ainda estavamos na estrada retornando de Sorocaba quando resolvemos fazer mais uma pesquisa na internet e encontramos uma prata, ano 2004, com menos de 40mil km todados.  O anúncio havia sido colocado naquele mesmo dia e imediatamente ligamos para o proprietário para saber dos detalhes.  Marcamos de visitar o carro no dia seguinte, mas como duas outras pessoas já tinham ligado e pedido para ver o carro, ficamos em compasso de espera.

Ao chegarmos em casa conversamos e não tivemos dúvida.  Ligamos para o proprietário novamente perguntando se ele já tinha firmado algum compromisso com os outros dois pretendentes e diante da sua negativa nos propusemos a comprar o carro pelo preço ofertado. Combinamos que apenas se o carro apresentasse um defeito grave não honraríamos nossa proposta e já no dia seguinte, um Domingo (19/11/2017), fomos conhecer o carro.

Levamos junto conosco o Alexandre Bisca, um amigo do Eduardo e antigo proprietário e apaixonado por Defender para nos ajudar na avaliação. Chegamos por volta de 12hs e logo percebemos que fizemos a coisa certa ao fazer a oferta no escuro para garantir a compra.  Com exceção de um barulho no amortecedor dianteiro esquerdo, um pequena trinca no para-brisa e umas marcas na porta do motorista, o carro estava impecável e ainda cheirava a novo. Foi amor à primeira vista e fizemos um documento para garantir o negócio e combinamos de levar o carro à oficina para uma revisão pré-compra.

Na terça-feira fomos à oficina (“The Specialist”) com o Emilio e o Bisca para identifcar o problema na suspensão e verificar se existia algo mais que precisasse ser feito.  O Luiz Fraga, além de ser referência na área, foi muito gentil conosco e nos recebeu logo pela manhã.  Como já conhecia o carro das revisões anteriores, abonou a compra e rapidamente diagnosticou o barulho se tratava das buchas dos amortecedor que estavam estouradas e que só precisávamos trocás-la. Sugeriu, também, a troca das demais buchas, dos fluídos do carro e das pastilhas de freio. Em outras palavras, o carro estava em perfeito estado apesar dos 13 anos de idade, pouco rodado e serviria perfeitamente para nosso propósito

Finalmente, na 6ª feira (25/11/2017) fomos ao cartório e finalizamos a compra, adquirindo o nosso companheiro de viagem.  Ele ainda precisava de um nome e depois de um bom tempo pensando nisso e algumas opções, chegamos à conclusão que por seu design, características e robustez nada seria mais apropriado do que Roots.  E assim ele foi batizado, inclusive ajudando no futuro a compor o nome do nosso projeto SEspan style=text-decoration: underline;strongR/strong/span Mundi.

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